Os adeuses. Fotografias de Alberto Martí, na Casa da Cultura de Fafe

Abre esta quinta-feira, pelas 16h00, na Casa da Cultura de Fafe, a exposição fotográfica "Os Adeuses", de Alberto Martí e que se vai manter patente naquela sala até 29 de Agosto.

Trata-se de uma exposição que relata a grande epopeia da emigração galega que marca aproximadamente dois séculos da história daquele povo vizinho.

Na Galiza existe abundância de despedidas, pois é “terra de adeuses”, como em feliz ocasião a qualificara o conterrâneo de Trasalba, Ramón Otero Pedrayo. Foi uma das pérolas que repetira no discurso de inauguração do curso académico de 1954-1955 pronunciado no Auditório da Universidade de Santiago, dedicado a evocar as “vivências” da emigração galega. Quando Otero estava a pronunciar aquele discurso, os adeuses galegos estavam num novo auge, com a abertura das emigrações para a América, nomeadamente para países novos como Venezuela e Brasil, que abriam o leque de destinos americanos, antes centrados nos países de Argentina e de Cuba. Era a derradeira eclosão da navegação marítima de passageiros, que o próprio Otero bem sentira — e contara depois num belo livro — por ocasião da sua viagem à Argentina em 1947, a bordo do famoso paquete Cabo de Hornos.
Daqueles adeuses ficou a memória nalguns documentos gráficos que ficou conhecido, depois de publicados em livros como Galicia hoy (1966), de Luís Seoane e Isaac Díaz-Pardo. Referimo-nos às famosas fotos de Manuel Ferrol sobre a emigração tomadas no porto da cidade da Corunha. São documentos únicos, mas escassos. Outros fotógrafos trabalharam constantemente naqueles mesmos lugares, tiraram milhares de fotografias daquelas chegadas e partidas, mas não eram conhecidas do público por não serem divulgadas convenientemente. Porém,  não existem bens que se mantenham eternamente ocultos. E o que resulta ser um testemunho na primeira pessoa sobre o movimento humano da Estação Marítima da Corunha pode ser agora conhecido e analisado graças a esta exposição sobre Os adeuses.
O guardador do tesouro foi o fotógrafo Alberto Martí, que de forma sistemática e paciente foi registando fotografias de figuras e de sentimentos, de esperanças e de tristezas. Os protagonistas são gente anónima, mas fundamental para entender a história coletiva da Galiza do século vinte.

Freguesia de Armil

Rua Cruz do Barreiro, nº. 241, Armil, Fafe

Código - postal: 4820 - 010, Armil, Fafe
253590852 jfreguesiarmil@sapo.pt
Desenvolvido por Webnode